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Thomas Hobbes, Marize
Thomas Hobbes, Marize
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Thomas Hobbes, Marize Schons
1. Informações Gerais (Editorial)
Título original da obra:
Thomas Hobbes
Título corrente em português:
Thomas Hobbes
Autora:
Marize Schons
País de origem:
Brasil.
A obra integra a coleção Fundadores do Pensamento Político e apresenta ao público brasileiro a trajetória intelectual e as principais ideias do filósofo inglês Thomas Hobbes.
Gênero:
Filosofia política; história das ideias; ciência política; biografia intelectual; teoria do Estado.
Período de composição:
Obra contemporânea, escrita a partir de pesquisas da autora sobre pensamento político moderno e publicada no contexto de renovação dos estudos sobre os grandes autores da política ocidental.
Idioma original:
Português.
Estrutura:
O livro combina elementos biográficos, contexto histórico e exposição conceitual. A autora acompanha a formação intelectual de Hobbes, os conflitos políticos da Inglaterra do século XVII e o desenvolvimento de suas ideias sobre natureza humana, soberania, contrato social, poder e Estado.
Lugar canônico na tradição:
A obra funciona como uma introdução ao pensamento de Thomas Hobbes, um dos fundadores da filosofia política moderna. Sua teoria da soberania e do contrato social tornou-se indispensável para compreender a formação do Estado moderno, a autoridade política e o problema da ordem civil.
2. Informações de Contexto, Conteúdo e Forma da Obra (MKT)
Sinopse
Por que os indivíduos aceitariam obedecer a um poder soberano?
Em Thomas Hobbes, Marize Schons apresenta a vida, o contexto histórico e as principais ideias de um dos mais importantes pensadores da política moderna.
Vivendo em uma Inglaterra marcada por guerras civis, conflitos religiosos e disputas pelo poder, Hobbes procurou compreender como seria possível construir uma sociedade estável. Sua resposta parte de uma visão realista da natureza humana: sem uma autoridade comum, os indivíduos viveriam sob insegurança permanente, movidos pelo medo, pela competição e pela necessidade de sobrevivência.
Para escapar dessa condição, os homens estabelecem um pacto e transferem parte de sua liberdade a um soberano capaz de garantir a paz e fazer cumprir as leis. Surge, assim, o Estado representado pela poderosa imagem do Leviatã.
Ao reconstruir esse percurso, a autora mostra que Hobbes não foi apenas um defensor do poder absoluto, mas um pensador preocupado em explicar racionalmente por que o Estado existe, de onde vem sua legitimidade e quais condições tornam possível a vida em sociedade.
Eixos temáticos centrais
O contexto inglês
O pensamento de Hobbes é apresentado em relação às guerras civis, aos conflitos religiosos e à crise da autoridade política na Inglaterra do século XVII.
A natureza humana
Hobbes descreve os indivíduos como relativamente iguais em suas capacidades e movidos por desejos, medos, interesses e pela busca de autopreservação.
O estado de natureza
Sem leis e sem uma autoridade comum, os homens viveriam em permanente insegurança e desconfiança, sujeitos à possibilidade constante de conflito.
A guerra de todos contra todos
A competição, o medo e a busca por poder podem transformar o estado de natureza em uma situação de guerra, mesmo quando não há combate contínuo.
O medo da morte
O desejo de preservar a própria vida conduz os indivíduos a buscar a paz e a aceitar a formação de uma autoridade política.
O contrato social
Os homens concordam em limitar sua liberdade e transferir poder a um soberano capaz de garantir segurança e estabilidade.
O Estado soberano
O Estado surge como poder comum, responsável por criar leis, julgar conflitos e impedir o retorno à violência generalizada.
O Leviatã
A figura bíblica do Leviatã simboliza o Estado como uma força artificial criada pelos próprios indivíduos para proteger a sociedade.
Liberdade e obediência
Para Hobbes, a obediência ao soberano não elimina toda liberdade. Ao garantir a ordem, o Estado cria as condições para uma vida civil relativamente segura.
Poder e legitimidade
A autoridade política não depende apenas de uma origem divina, mas do consentimento racional de indivíduos interessados em preservar a própria vida.
Religião e política
Hobbes procura subordinar os conflitos religiosos à autoridade civil, evitando que diferenças de fé destruam a unidade política.
Realismo político
A política deve ser analisada a partir do comportamento humano concreto, e não apenas por modelos idealizados de virtude ou justiça.
Palavras-chave
Marize Schons; Thomas Hobbes; filosofia política; Estado moderno; soberania; contrato social; estado de natureza; Leviatã; poder; autoridade; segurança; liberdade; obediência; guerra civil; pensamento político moderno.
3. Outras Informações Relevantes e Curiosidades
Thomas Hobbes nasceu em 1588, ano da tentativa de invasão da Inglaterra pela Armada Espanhola. Mais tarde, afirmou que sua mãe havia dado à luz “gêmeos”: ele e o medo.
Sua filosofia foi profundamente influenciada pelas guerras civis inglesas, que reforçaram sua preocupação com a desordem política e a violência.
Sua obra mais conhecida, Leviatã, foi publicada em 1651 e apresenta o Estado como um “homem artificial” criado para garantir a paz.
Hobbes também se interessou por geometria, ciência, linguagem, religião e funcionamento do corpo humano, buscando construir uma explicação sistemática da sociedade.
Embora frequentemente apresentado apenas como defensor do absolutismo, Hobbes foi um dos primeiros autores modernos a fundamentar o poder político no acordo entre indivíduos, e não exclusivamente no direito divino dos reis.
Seu pensamento influenciou profundamente os debates posteriores sobre soberania, liberalismo, democracia, direito, segurança pública e limites do Estado.
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