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Editora Logos

BOX 12: Analectos, de Confúcio

BOX 12: Analectos, de Confúcio

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Analectos (論語, Lúnyǔ), Confúcio


1. Informações Gerais (Editorial)

Título original da obra:
《論語》 (Lúnyǔ) (Wikipedia)

Títulos correntes em português:
Analectos; Os Analectos de Confúcio (uso editorial variável conforme coleção)

Autor atribuído e compilação:
Ensinamentos e diálogos atribuídos a Confúcio (trad. 551–479 a.C.), preservados e organizados por gerações de discípulos e escolas confucianas. (Enciclopédia de Filosofia de Stanford)

País de origem:
China (Wikipedia)

Gênero:
Clássico filosófico; ética e política; pedagogia moral; tradição confuciana

Período de composição e fixação textual (consenso acadêmico em linhas gerais):
Composição por camadas durante o Período dos Reinos Combatentes (475–221 a.C.) e consolidação do texto em forma próxima à atual durante a dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.). (Wikipedia)

Idioma original:
Chinês clássico (Wikipedia)

Estrutura:
20 “livros” (capítulos) em unidades breves de fala, cenas de ensino e máximas. (Lund University Publications)

Lugar canônico na tradição:
Integra os “Quatro Livros” (四書, Sìshū) organizados como corpus por Zhu Xi em 1190. (Encyclopedia Britannica)

ISBN:
978-65-83386-57-1

Tradução e Notas:
Rodrigo Bravo - 1. ed. - Novo Hamburgo: Logos, 2016

Edição:
Rodrigo Bravo

Revisão:
Gabriel Schaf e Ian Massing

Projeto gráfico:
Felipe Turcheti
Lucas Gabriel Goes de Macedo
Samira Souza
Vicente Pessôa


2. Informações de Contexto, Conteúdo e Forma da Obra (MKT)

Sinopse

Os Analectos reúnem cenas de ensino, respostas, definições práticas e máximas atribuídas a Confúcio e a seu círculo. A forma é fragmentária e densamente memorável: cada unidade funciona como instrumento de formação ética e de calibragem do juízo, com atenção especial a virtude, relações humanas, linguagem, ritos e governo. (Encyclopedia Britannica)

A obra se tornou eixo de leitura e comentário ao longo de mais de dois milênios, com centralidade crescente no confucionismo, sobretudo quando passou a ocupar posição nuclear no currículo letrado, em paralelo ao prestígio que ganhou ao integrar o conjunto dos “Quatro Livros”. (Wikipedia)

A experiência de leitura é deliberadamente pedagógica: o texto apresenta o mestre em ato, modulando a diferença entre saber declarativo e saber de conduta, entre enunciado e situação, entre conselho e correção de postura.

Eixos temáticos centrais

a. Formação moral como tecnologia de vida social
Os Analectos encenam a excelência humana como hábito cultivado, expresso em escolhas e em modos de relação, com vocabulário concentrado em virtude e formação do caráter. (Encyclopedia Britannica)

b. Ritualidade, etiqueta e ordem simbólica
O texto valoriza lǐ (), entendido como gramática de ações e cerimônias que estabiliza vínculos, hierarquias e confiança, fazendo do cotidiano uma pedagogia contínua. (Wikipedia)

c. Governo e autoridade como extensão da ética
A política aparece como campo de retificação e exemplo, com ênfase em liderança por virtude e em coerência entre conduta pessoal e função pública. (acmuller.net)

d. Linguagem, retificação dos nomes e responsabilidade discursiva
A obra associa governança a precisão linguística, com atenção a como palavras ordenam papéis, deveres e expectativas, elevando o cuidado verbal ao estatuto de ação ética. (acmuller.net)

e. Pedagogia por diálogo e por cena
O texto funciona como “diálogo confuciano”: ensino situado, correções discretas, exemplos vivos, preservando a energia dramática do encontro mestre discípulo como forma de pensamento. (Encyclopedia Britannica)

f. Transmissão textual em camadas e memória escolar
A história editorial do Lúnyǔ evidencia preservação por coleções, edições e rearranjos ao longo do tempo, com processo de estabilização durante a Han. (Wikipedia)

Palavras-chave

Confúcio; Lúnyǔ (論語); humanidade; rén (); lǐ (); governo; educação moral; retificação dos nomes; tradição confuciana; Quatro Livros (Wikipedia)


3. Outras Informações Relevantes e Curiosidades

  1. O título Lúnyǔ aparece comumente interpretado como “conversas editadas” ou “ditos selecionados”, associado à natureza compilatória do texto. (Wikipedia)
  2. A tradição confuciana consolidou os Analectos como leitura matricial por meio do corpus dos Quatro Livros, organizado por Zhu Xi em 1190, gesto decisivo para currículo e comentário. (Encyclopedia Britannica)
  3. A estrutura em 20 “livros” tornou-se padrão de referência para citações, ensino e comentário, sustentando a leitura modular, quase aforística, com retorno constante ao mesmo núcleo temático por perspectivas diferentes. (Lund University Publications)
  4. Descrições acadêmicas situam a consolidação do texto em forma próxima à atual por volta do século II a.C., em diálogo com a transmissão na Han. (Enciclopédia de Filosofia de Stanford)
  5. O texto integral em chinês e traduções de referência circulam amplamente em bases digitais acadêmicas, com navegação por livro e seção, recurso útil para edição anotada e remissiva. (ctext.org)
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